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Boomer, X ou Millennial? Por que as marcas erram ao tentar separar consumidores por gerações

A segmentação de consumidores por gerações, como baby boomers, geração X, millennials ou geração Z, tem sido amplamente utilizada por marcas para direcionar estratégias de marketing. Contudo, um estudo recente das consultorias TroianoBranding e Dezon, intitulado O Fim das Gerações, sugere que essas divisões podem ser ultrapassadas, destacando que identidade, valores e conexões emocionais são mais relevantes para a relação consumidor-marca.


Por que o modelo geracional está em declínio?

Segundo o estudo, marcas como O Boticário, Nestlé, Natura, Nike e Samsung demonstram apelo transversal entre diferentes grupos etários. Isso ocorre porque tais marcas reforçam valores universais como identidade, laços afetivos, bem-estar, crescimento e comunidade. Estes elementos, capturados pela metodologia ZMET (desenvolvida em Harvard), indicam que as motivações profundas dos consumidores não estão tão vinculadas à idade quanto se imaginava.

Exemplos dos resultados incluem:

  • O Boticário sendo mencionado por 19% dos millennials e geração Z, e 12% dos baby boomers.
  • Nike sendo associada ao crescimento por 14% da geração Z e 12% dos millennials.

Esses dados mostram convergências, onde marcas bem-sucedidas transcendem barreiras etárias ao se conectarem com valores humanos fundamentais.


O papel das marcas na era da fluidez

Na “era das gerações sem fim”, como apontam especialistas, as marcas devem priorizar a construção de relações baseadas em valores compartilhados. Essa abordagem vai além de rótulos geracionais, promovendo campanhas e produtos que dialoguem com as necessidades emocionais e aspiracionais de consumidores de diferentes faixas etárias.

  • Identidade e pertencimento são essenciais, especialmente em tempos de crescente inclusão social.
  • Sustentabilidade e bem-estar se tornaram prioridades universais para consumidores modernos.

Lições para pequenos negócios

Pequenos negócios podem aprender com essas tendências para evitar erros comuns, como estratégias genéricas baseadas em faixas etárias. Em vez disso, devem:

  1. Focar nos valores universais do consumidor local: Exemplo, uma loja de bairro pode reforçar laços afetivos ao destacar histórias sobre a comunidade e a tradição.
  2. Investir em propósito: Mostrar compromisso com sustentabilidade ou bem-estar gera identificação com diferentes gerações.
  3. Personalizar experiências: Combinar tecnologia e contato humano para criar conexões autênticas.

Ao alinhar estratégias a valores e não a rótulos etários, pequenos negócios podem construir relacionamentos duradouros e relevantes com seus clientes. Essa abordagem promove maior lealdade, engajamento e adapta as marcas aos desafios da contemporaneidade.


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Tags: Marcas, Marketing Digital

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